Sábado, Maio 15, 2004
Praia do Forte, Bahia, maré baixa. Eu e minha ex-mulher passeávamos sobre os recifes em uma manhã de sol, observando os peixinhos nas poças, tirando fotos. Ao nosso redor, algumas poucas pessoas faziam o mesmo, mas sem atrapalhar nossa privacidade, já que os recifes de lá são imensos.
Depois de mais um tempo caminhando, encontrei uma poça perfeita; pequena, rasa, privada. Falei com ela para pararmos e relaxarmos um pouco, mas, na minha mente, já antevi a possibilidade de fazer uma sacanagem ali dentro, de namorar um pouquinho...
Então, beijo vai beijo vem, meti a mão por entre o biquini dela e, de um jeito que eu sabia muito bem, fui deixando ela louca, muito excitada. Lembro-me que foi revelador sentir a buceta dela molhada mesmo dentro d'água. Meu pau estava muito duro, como sempre ficava quando beijava aquela boca carnuda, quando sentia o seu cheiro. Tirei ele pra fora da sunga e ela o agarrou com uma das mãos, sentindo o seu latejar. Demos uma olhada para os lados. Umas poucas pessoas circulavam à distância mínima de 30 metros, entretidas em observar peixinhos em outras poças, menos na nossa, obviamente. Nós, loucos, não podíamos esperar uma volta providencial para a pousada. Teria que ser alí, somente com o céu azul sobre nossos corpos e à vista de um olhar mais atento e curioso.
Coloquei então o seu biquini de lado e posicionei meu pau na porta de entrada do paraíso. Estávamos sentados, um de frente para o outro, numa posição boa pra não chamar muito a atenção. Dentro da poça, peixinhos coloridos passeavam pelas pedras sem se importar muito com a gente, felizes em exercer as suas sexualidades apenas para fins reprodutivos. Eu, cabreiro, ainda dei mais uma olhada ao redor, no que ela me disse "vem logo, vem".
E eu fui.
Seus olhos se fecharam, já nada importava para ela. Eu, como sempre, mantive meus olhos abertos. Por isso, lembro-me da água ficando turva e mexida, dos peixinhos que ainda passeavam ao nosso redor, dos transeuntes que as vezes se aproximavam perigosamente. Era muito excitante ver meu pau entrando naquela buceta rosada e linda dentro d'água. A sensação de estar sendo visto, o perigo de ser flagrado, tudo isso me levou a um grau de excitação incomum. Assim, não demorou muito e eu gozei.
Não me lembro dos detalhes posteriores. Se vi o meu esperma saindo da buceta dela e se misturando com a água, se ainda ficamos algum tempo na poça ou se rapidamente saímos e continuamos nosso passeio. Só sei que essa foi uma das melhores transas, um dos meus melhores momentos com minha ex-mulher.
Recentemente, tentei transar novamente em uma praia vazia com uma ex-namorada minha. Estávamos em Itaúnas, na Praia do Riacho Doce, sentados na areia dura, vendo o tempo passar num final de tarde. Ao alcance de nossos olhares, somente víamos um grupo de adolescentes bem ao longe, no mar. Sem pedir licença então, deitei meu corpo sobre o dela e, depois de muitos beijos e muito roça-roça, a penetrei fundo e gostoso. Pena que isso durou apenas alguns segundos, pois um vaqueiro passou montado no seu cavalo saído "do nada", para nossa vergonha e broxada geral, hehe...
Bom, chega de ficar pensando em sexo. Estou há uma semana na abstinência e não tô me aguentando mais. Mas espero que o sábado a noite me revele alguma coisa de bom, alguma boa companhia...
Até a próxima! Beijos e abraços.
Sexta-feira, Maio 14, 2004
Estou de volta após uma semana com o computador de casa parado... Agora terei mais tempo pra manter esse meu espaço sempre em dia pois, apesar de eu ter acabado com a Constance, tenho muito a escrever.
Hoje, indo pro trabalho, ouvi mela milésima vez "Te Devoro", do Djavan.
"É um milagre
Tudo que Deus criou pensando em você
Fez a Via-Láctea
Fez os dinossauros
E sem pensar em nada fez a minha vida
E te deu".
Antes, eu achava que ele tinha feito esses versos definitivos não pra uma mulher especificamente, mas sim pra Mulher (o M maúsculo é proposital) de um modo geral.
Mas, chegando à maturidade de meus quase 30 anos, mudei de idéia.
Quando eu me apaixono por uma mulher, sou tão Adão quanto Djavan nesses versos. E nesse turbilhão de emoções, o motivo da minha paixão é a minha Eva, minha única mulher, a quem me dedico, me entrego.
Estar apaixonado é se entregar. É morder a maçã que te expulsa do paraíso e gostar.
Se apaixonar é muito bom... Por isso, aproveito esse espaço pra desejar a todos muitas paixões em suas vidas.
Beijos e abraços.
Segunda-feira, Maio 10, 2004
Acabei com Constance. Sexta-feira fui até sua casa e, como já esperava, tive que colocar um ponto final na nossa história. Fiz a coisa certa, tanto que ela compreendeu meus motivos. Já os dela, pra mim continuam sendo um grande mistério. Não sei o que ela quer, não sei o que ela sente, só sei que não podia continuar com ela daquele jeito.
Ainda ficou a esperança de um reencontro, mais dela do que minha. Prefiro pensar que existem muitas mulheres com qualidades iguais ou maiores que as de Constance. Essa minha esperança, de encontrar alguém que suplante o que eu vivi com ela nesses quatro meses é maior do que a de, num dia futuro, nós definitivamente nos acertarmos.
Estou meio em falta com o blog por conta de um pau no meu computador de casa. Mas o conserto já foi providenciado e em breve estarei postando com maior regularidade.
Beijos e abraços.
Quarta-feira, Maio 05, 2004
Às vezes eu me pergunto onde entra a camisinha em muitos relatos que eu leio, se é que ela entra... Perguntei, inclusive, à Cheia de Vontade sobre isso, no que ela me respondeu que a usou mas não citou, por não caber no contexto.
Acho que o grande problema da camisinha é esse; a gente não sabe como fazê-la parte de um contexto erótico. A camisinha, parece-me, é anti-erótica pra muita, muita gente.
E esse é um grande problema, ou dilema. Temos que usá-la, mas não queremos usá-la.
Eu, como fui casado por muito tempo, tive que me adaptar, após a separação, a sentir prazer com ela. Um lado positivo dessa adaptação, foi que eu dei, cada vez mais, importância para as preeliminares. Muita lingua, muito beijo. Muitos jogos eróticos antes do ato em si, antes de eu ter que colocar a dita cuja. Porém, nesse tempo, teve vezes que eu broxei ao colocar a camisinha; outras vezes, não consegui gozar de jeito nenhum... Usar camisinha é um aprendizado meio doloroso pra mim, mas não deixo de usá-la e de procurar fórmulas para amenizar aquela borracha que retira um tanto do meu prazer.
Eu não sou um homem promíscuo, não gosto de ter várias e não ter nenhuma. Também não uso drogas injetáveis, não transo com garotas de programa (como já disse, não gosto de sexo pago) e não sou bissexual. Assim, sei que dificilmente pegarei uma doença sexualmente transmissível em minha vida. Mas, de três em três meses, eu vou a um centro de hematologia nas Laranjeiras e doo sangue (fui lá anteontem, inclusive). Assim, uno uma boa ação à uma maior confiança em meus relacionamentos, pois mostro os atestados para quem quiser ver.
Foi assim que aconteceu com a Constance. Eu lhe mostrei o atestado antes mesmo de transarmos pela primeira vez. Eu tinha doado sangue há uma semana. Ela tomava pílula. O que nós sentíamos um pelo outro naqueles primeiros dias de encontro, de paixão, foi tão intenso, tão intenso, que acabamos transando sem camisinha.
E estamos assim até hoje, vivendo da confiança mútua e do imenso prazer que sentimos quando juntamos nossas peles.
Nunca usei camisinha com Constance e espero nunca ter que usá-la. Acho que depois de tudo que temos, usá-la seria meio triste, meio fim de festa... Infelizmente, não posso ter com Constance uma relação aberta, não posso... Mesmo sabendo que ela gosta muito de mim, que eu lhe satisfaço como nenhum homem a satisfez...
Bom, é isso... Espero ter me expressado bem em um assunto tão polêmico e que vocês tenham entendido meu ponto de vista. Beijos e abraços!
Terça-feira, Maio 04, 2004
Adoro sentir o gosto da mulher. Lamber a sua buceta toda molhada, lambuzar meu rosto inteiro. Depois, dar-lhe um beijo na boca e, assim, compartilhar de seu gosto, de seu cheiro. Adoro... Ando fazendo muito isso com Constance, lhe deitando de bruços e lhe lambendo todinha; as costas, a nuca, a bunda, a buceta, o ânus... Ela fica doidinha com isso, doidinha... Daí, é um passo pra eu começar a roçar meu pau duro na sua bunda, procurando, sem pressa, o caminho para o paraíso. Aos poucos, nossos corpos vão se moldando para que o ato se consume... Meu pau já no meio de suas pernas, já roçando os seus lábios vaginais, nossos fluidos já se misturando... Sou capaz de ficar um bom tempo assim, somente roçando meu pau na buceta dela, torturando-a um pouquinho. Ela, louca de tesão, às vezes tentando vir de encontro a mim, para que eu entre dentro dela e a preencha... Mas eu vou, então, fazendo um pouco de jogo duro... Apreciando a minha mulher louca pra dar, louca pra que eu a coma...
Morangos... Não sei da existência de fruta mais erótica... Provei dos morangos mais gostosos uma vez que lambuzei-os na bucetinha molhada de uma ex-namorada minha. Foi uma farra... Dividíamos o morango nas nossas bocas, passando de uma pra outra, eu melava eles no caldinho que saía do meu pau duro, depois dava pra ela provar... Foi muito bom isso e só faltou um chantilly pra festa ser completa, hehe...
Festa que, aliás, quero repetir... Só estou esperando a época dos morangos chegar pra comprar uma caixa... Se isso vai acontecer com a Constance, não sei... Ainda faltam uns meses pra ter morango nas prateleiras e até lá pode ser que outra mulher esteja recebendo todo o prazer que eu posso proporcionar...
Vou nessa, trabalhar... Beijos e abraços!
Domingo, Maio 02, 2004
Hoje foi um dia mais de "ternura" entre eu e Constance. Transamos pela manhã e a tarde ficamos de bobeira, vendo TV, conversando... Um dos assuntos que veio em pauta foi a nossa atual situação de amantes sem compromisso. É uma situação que não me interessa ter com ela, pois sei que com o tempo ficarei inseguro, sabendo que ela, nas suas nights, pode ficar com outro cara. Sábado a noite por exemplo, ela foi à festa de uma amiga... Tudo bem, ela tem esse direito de às vezes querer sair sozinha. Acho muito saudável isso pra um casal, mas desde que haja confiança e o envolvimento sério que a justifique.
Eu não tenho vontade de ficar com ninguém além dela. Quero apenas o seu corpo, os seus beijos. Mas, pelo que percebi no nosso papo, Constance está muito bolada de ter um compromisso sério comigo... Bom, não estou muito a vontade pra falar disso agora... O fato é que essa semana ou vai ou racha. Quero tê-la por inteiro, mas se ela não quiser, paciência. Vou tocar minha vida e, se Deus quiser, dar a volta por cima e encontrar alguém que me ame e que eu ame também.
Gostaria de hoje escrever alguma coisa sobre sexo, sobre fantasias... Tem tanta coisa que eu gostaria de falar, outras tantas de fazer... Mas, estou meio chateado com isso tudo, com esse karma que me persegue de gostar de mulher complicada, que está em um momento distinto do meu. É a segunda vez seguida que me acontece isso e eu espero que seja a última...
Sábado, Maio 01, 2004
Ontem fui com o pessoal do trabalho para a Lapa, antigo reduto boêmio do Centro do Rio de Janeiro que nos últimos anos vem sendo frequentado por uma galera mais alternativa e jovem. Essa transformação do público frequentador acabou por tirar desse bairro o ranço decadente do abandono, do crime e da violência, que o caracterizou por muitos e muitos anos.
Fomos pra Rua Joaquim Silva, onde tudo acontece. Em cada cantinho, rola um estilo musical: reggae, samba, hip-hop, forró... Se vê cada figura andando por essa rua... Fazia tempo que eu não ia lá numa sexta-feira, acho que desde o Carnaval de 2003.
Me lembro que nesse Carnaval eu fiquei com uma menina em frente a uma pick-up onde o DJ mandava só hip-hop, no meio da rua. Vou contar aquí como rolou a conquista, acho esse episódio engraçado.
Eu passei por ela, dei meia volta e perguntei o seu nome:
- Sonia, e o seu?
Eu estava meio doido nessa hora, tinha bebido várias cervejas:
- Daniel, Daniel na cova dos leões.
Foi uma frase idiota. Fiquei olhando pra ela por longos dez segundos. Ela, continuava sua dança acompanhada de uma amiga. Eu, não sabia mais o que falar... Inspiração zero, vontade de pegar ela, dez!! E pensava: se esse silêncio perdurar por mais 10 segundos, é melhor me dar por vencido e seguir meu caminho. Mulher não gosta de cara sem criatividade, sem um mínimo de papo (eu, incrivelmente, pensei nisso tudo durante essa pequena fração de tempo e de indecisão). Então, dando-me por vencido, me despedi:
- Bom, vou nessa...
Quando fui dar os tradicionais beijinhos de despedida, senti um magnetismo me puxando pra perto daquele corpo, minha boca pra junto daqueles lábios... Pronto, já estava beijando-a, segurando o seu corpo, seus cabelos...
Acho que às vezes muito papo pode atrapalhar uma conquista. Cansei de ver amigo meu deixando de ficar com meninas porque ficou de muito papo, sem chegar junto, pegar na mão delas, ir colando o corpo com o dela como quem não quer nada...
A conquista é uma arte que eu não domino, cansei de levar toco, de fazer as coisas erradas, hehe... Mas esse episódio que relatei é um exemplo de como às vezes as nossas melhores palavras podem ser ditas pelo corpo, pelo gestual, por olhares e sorrisos.